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domingo, 12 de maio de 2013

100 anos do retorno de Luigi Labigalini e Lucia Crescimbeni ao Brasil

Hoje, dia 12 de maio de 2013, faz exatamente 100 anos que Luigi Labigalini e Lucia Crescimbeni (juntamente com seus 6 filhos) retornaram ao Brasil.
Já contei um pouco desta história no link abaixo:
http://www.familialabigalini.blogspot.com.br/2012/09/retorno-do-nonno-luigi-da-italia-para-o.html

Nesta semana passada, mantive contato com a família Crescimbeni lá da Itália e tenho novas histórias pra contar.

Depois de um longo silêncio, desde o início do ano, eu e meu pai pretendemos retomar a colocar aqui as histórias de nossos "antenati" (ou dos "oriundi").

Tentando planejar o futuro, pretendemos contar aquilo que pesquisamos das outras famílias italianas ligadas à nossa, tais como: Crescimbeni, Tavera (ou Taveira), Righetto (ou Righetti), etc...

Em outubro, Último Labigalini faria 100 anos. Então, neste ano de 2013 temos duas grandes comemorações: 100 anos do retorno da Itália ao Brasil de nossos antecedentes e os 100 anos do nascimento do vô Ultimo. E é exatamente por isso, por causa deste retorno, que nós estamos aqui, lendo estas histórias que, de um modo ou outro, moldaram nosso caráter e nos transformaram naquilo que cada um é.

(inserido por Marcio Labigalini)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Descendo a Rua Direita


(Márcio Labigalini, 18 de fevereiro de 2013)


Meu ponto de partida é a praça de Monte Sião. Dentro do coreto, de frente para a Igreja, ainda vejo os ciprestes antigos do meu pensamento de menino, aquelas obras de arte do “Seu Estevão”. Giro um pouco para a direita e vejo o antigo casarão dos Pennacchis na esquina. Inicío, então, a minha descida pela Rua Direita.
Rapidamente sou guiado pelo cheiro de um doce familiar e entro na padaria à minha esquerda. Do lado de lá do balcão vem o Mário Labegalini ao meu encontro, que me serve um bombocado, com seu tradicional “oooobrigado”. Saio da padaria e vejo os irmãos Zucato, o Ney e o Rubens, na farmácia ao lado. Continuo minha descida e do lado esquerdo vejo outra farmácia do Sr. Assumpto Volpini e lá dentro o “seu“ Raimundo (todo de branco) lendo algo interessante.
Um pouco mais a frente ainda à esquerda, vejo o Aurélio Jacomassi saindo de sua casa. Então, vejo o Bar do Peri e lá dentro o “seu” João e o Toninho Comuni conversando. Cumprimento os dois que me acenam alegremente.

Escuto as batidas das bolas de bilhar e vejo o Vitório Cétolo em seu bar na esquina em frente. Na outra esquina vejo o casarão dos Canelas e corro pra casa da nonna Narcisa Comuni. Antes de chegar, passo correndo pelo “seu” Renato Franco Bueno e sinto o cheiro de couro da sua loja, onde fabrica selas.

Dou duas batidinhas na porta da casa da nonna e entro, como sempre fazia. Na salinha à direita vejo o “Tio” Lúcio Canela conversando com seu pai, o Adolpho Canela, que ainda estava em sua cadeira de rodas. Peço “bença” aos dois e corro prá cozinha. Lá dentro aquela enorme mesa, eu tão pequeno e ela tão alta, cheia de macarrão caseiro e gnocchi na farinha, onde não resisti, estiquei os pés e peguei um. Assim que coloquei na boca a nonna Narcisa veio brava (com seus olhos claros) e disse-me que comer cru fazia mal. Colocou o pano de prato nas costas e chamou:

 - Maria!

Vejo então a minha madrinha entrando, já com seus cabelos brancos, mas sem a bengala. Pedi sua benção, me lembrei do vô Último Labegalini e saí correndo da casa da nonna.

Do outro lado da rua vi o Davino trabalhando no açougue. Mais abaixo vi o professor Carlinhos Francisco, sorrindo -me e acenando a mão. Ao lado da sua casa vi a antiga central telefônica e entrei. Lá a telefonista parecia enroscada em meio à tantos cabos e vi o número 165, telefone do meu avô.

Saí de lá e vi o Flívio Monteiro e sua mulher dona Odila Andretta. Antes do hotel, vi o Miltão de Castro e logo a seguir, o Rafael Guarani, com seus eternos óculos escuros. Senti o cheiro de pão e vi o “seu” Pedro Galbiati e sua esposa dona Palmira na padaria. Entrei e pedi um arroz-doce. Saí de lá e vi o “seu” Plácido Bernardi em sua loja descansando na cadeira de balanço.

Na janela da casa da esquina do lado direito, vi a avó Emília Gotardello conversando com seu filho Jair Zucato.

Ouvi então um violão e uma clarineta. Na outra esquina, dos Moteranis, estavam ensaiando o Ugo Labegalini e o Pascoal Andreta, que me chamou de Rumirdinho.

Olhei para a casa do meu avô e vi um menino cabeludo descendo as escadas com as chuteiras nas mãos. Subi a escada vermelha, abri a maçaneta da porta e entrei, mas lá dentro não havia ninguém.

Desci correndo e vi o menino indo na direção do campo de futebol da Prainha, perto do rio no final da rua.

Na casa a seguir ouvi uma conversa com sotaque italiano e lá estavam o Tio Batista e Tio Antônio, mas não o meu avô. Perguntei onde ele se encontrava e disseram-me que tinha ido ver o Luizinho jogar futebol naquele campinho. Entendi então que aquele menino era o meu Tio Luiz e corri na direção do campo.

Mesmo com pressa, vi o “seu” Tonico Canela e sua esposa dona Adalgisa na janela do sobrado deles. Depois vi o Zé Alexandre Bernardi conversando com a sua mãe dona Cidinha e passei em frente do antigo armazém do Atilio Corsi. O caminhão do Dalo estava saindo do antigo armazém do vô Último e vi o tio Étore Nicioli, que gritou, abrindo um sorriso e ainda mais os olhos: - Tô indo pra Jacutinga!
Continuei em frente, até que cheguei ao campo da Prainha. Lá vi o Jair Codorna, o Gordo e o Tio Luiz, já sem cabelos, orientando um jogo do “Garapa”. Mas não vi meu avô.
Abracei meu Tio Luiz e perguntei-lhe onde estava meu avô e ele me disse que seu pai havia retornado para casa.

Resolvi voltar para lá, já sem tanta pressa, e senti o cheiro do biscoito caseiro do Dito Cirino. No fundo da casa, vi o forno e ele me deu um biscoito para saborear.

Em frente da casa do meu avô, vi o Canelão e sua esposa dona Helena Canela com uma criança no colo. Apareceu, de repente, uma senhora de uns 38 anos de idade, que eu não reconheci e pegou o menino no colo levando-o para dentro da casa do meu avô.

Mais uma vez subi correndo as escadas e abri a porta da casa dele, novamente deserta. Procurei em todos os cômodos e não vi ninguém, só o telefone preto antigo, entre a copa e a sala. Peguei meu celular e disquei o número do telefone do meu avô, 165: O telefone tocou e um clarão azul veio do quarto, de onde meu avô saiu pra atender com seu sotaque italiano:

- Prrooonto!

- Bença Vô.

- Deus te abençoe Marcinho!

- Vô, quem era aquela senhora com o bebê no colo que entrou aqui?

- Era a sua vó Júlia Taveira, minha primeira esposa. Ela veio trazer o nosso filho Zé Otávio para permanecer junto de nós.
               
                

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Meu Parente Centenário


   Olindo Labigalini é meu parente, e o mais idoso da nossa família. Reside em Itapira com seu sobrinho Ademir, mais conhecido como “Vagalume”. Com 100 anos de idade é lúcido, goza de boa saúde e gosta de conversar, apesar de sua audição não estar muito bem.
   Ainda vou conhecer o sítio onde ele morava no bairro dos Forões, município de Itapira e tentarei fazer uma crônica sobre ele e sua família. Um abraço Olindo. (Ele é filho de Miguel Labegalini).

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A todos os meus parentes e amigos, desejo um FELIZ NATAL e um ANO NOVO repleto de realizações...
Romildo Labigalini

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Pequeno GRANDE encontro

Dia 27, próxima terça-feira, a partir das 19 horas, faremos um pequeno encontro da família Labigalini / Labegalini aqui em Campinas, na minha Pizzaria, a Forneria Vila Ré, que fica em Barão Geraldo, próximo da Unicamp.
Nosso objetivo é ter, pelo menos, um representante de cada ramo da família, ou seja, um descendente de cada irmão que veio para o Brasil (do Luigi, do Giovanni, do Ângelo e do Giuseppe).
Então, apesar de ser um pequeno encontro, se houver um representante de cada ramo, será como um reencontro dos 4 irmãos; portanto, será um GRANDE encontro.
Gostaria muito que as seguintes pessoas representassem seu respectivo ramo:
1) Meu pai, Romildo Labigalini, filho do Último, neto de Luigi Labigalini.
2) João Gottardo Labigalini, filho do Isacco, neto de Giovanni Labigalini
3) Antonio Labegalini, filho do Alduino, neto do Egídio, bisneto do Ângelo Labigalini
4) Mário Labegalini, filho de José, neto do Miguel, bisneto do Giuseppe Labigalini.

As demais pessoas que quiserem comparecer, serão muito bem vindas, basta nos enviar um email para que  possamos organizar este pequeno GRANDE evento.

email: unicamp@mpc.com.br
fone: 19-32890321

(inserido por Marcio Roberto Labigalini)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Folha de registro de batismo do nonno Luigi

Já faz alguns anos que o Eligio Labigalini, que mora na Itália, em Villanuova Sul Clisi, me enviou este documento.
Quando ele conseguiu o registro de batismo do nonno Luigi, ele fez uma cópia da folha do livro de registro de nascimento da igreja de Volciano (ou Roè Volciano, pois foi em 1928 que Volciano passou a fazer parte de Roè Volciano, que incluia as seguintes localidades: Castelpena, Gazzane, Roè, Tormini, Trobiolo e Volciano).
Naquela época em que o nonno nasceu, em 1862, não havia registro em cartório, pois tal controle era feito pela igreja católica.
cópia da folha do livro de registro de batismo do nonno  Luigi
Nesta folha encontram-se os registros de 11 pessoas, de 26 de janeiro de 1862 até 8 de março; portanto, em cerca de 40 dias nasceram 11 crianças.
O nonno Luigi nasceu no dia 23 de fevereiro de 1862, conforme ampliação na próxima imagem.
Ampliação nascimento nonno Luigi
Transcrevo abaixo o que está escrito:
"24 detto.
Ligalini Luigi Felice di Luigi e Lucrezia Pellizzari contad. di Gazzane
nato ai 23 ieri a ore 4 (autd.) e è battezzato oggi. Matrina Margarita Pellizzari."
O que está entre parêntesis eu não consegui entender. Além disso, em cima do 23 há algo escrito que também não consegui entender.

De qualquer modo, traduzo o que entendi abaixo:
"24 do mes citado acima (que era fevereiro).
Luigi Felice Ligalini de Luigi e Lucrezia Pellizzari trabalhadores rurais de Gazzane
nascido no dia 23 ontem as 4 horas e é batizado hoje. Madrinha Margarita Pellizzari."

Assim, coloco mais uma dúvida na cabeça de vocês... O sobrenome registrado lá é "Ligalini"... que pode ser um erro de quem anotou no livro.
Com certeza é o nosso nonno Luigi em função dos pais, Luigi e Lucrezia Pellizzari.
A abreviação "contad." significa "contadini", que traduzi para "trabalhadores rurais".
Gazzane é uma localidade pertencente a Roè Volciano, tipo um bairro ou vila.
Gazzane também é uma cidade perto de Vobarno, cerca de 15 km.
Portanto, o primeiro Luigi, que podemos chamar de Luigi(1), pode ser oriundo desta cidade chamada Gazzane, na província de Bréscia; mas creio que o registro se refere à localidade de Gazzane, pertencente a Roè Volciano.
A madrinha do Luigi(2) foi Margarita Pellizzari, provavelmente irmã ou mãe da Lucrezia.
Já pesquisei o sobrenome Ligalini na Itália e não encontrei nenhuma informação relevante.

Eu e meu pai devemos ir para a Itália no próximo ano. Ai, poderemos tirar esta dúvida da nossa cabeça, se tivermos acesso ao livro de registro dos outros irmãos do nonno Luigi(2).

(inserido por Márcio Roberto Labigalini)


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Niver do Tio Giuseppe


Hoje é dia do aniversário do meu Tio Giuseppe, na verdade, José Otávio Labegalini, ou Tio Zotávio.

Com certeza, minha paixão pela nossa família, minha dedicação à preservação e pesquisa da nossa história se deve a ele.  Aprendi com ele a preservar, desde cedo, pequenos fragmentos que hoje se tornaram de extrema importância para todos nós.

Além disso, é um ser humano admirável, amável, amigo e cabeça dura como todo Labegalini (ou Labigalini).

Dele herdei o desejo de aprender a língua Italiana, o desejo de conhecer a Itália e me relacionar com nossos parentes; enfim, sonhos que realizei.

Com a ajuda dele, pude gravar os familiares mais antigos em fita de vídeo e temos muitas histórias dentro do baú, que um dia abriremos para todos.

Em resumo, boa parte do que sou, tem a influência do meu Tio Giuseppe.

Marcio Labigalini, seu eterno Jonátas... :).